Zé Rodrix: A União de Cultura e Maçonaria

Empenhado em diversos campos da sociedade, tivemos um ótimo representante da Irmandade na cultura brasileira.

Publicada por Gosp

Publicada em 06/07/2021

Muitas personalidades fazem parte do crescimento de diversas áreas da sociedade. Seja no campo da música, da política, da religião, direitos sociais ou quaisquer outros aspectos que compõem o largo e extenso ramo da sociedade, essas ramificações estão interligadas e, em alguns casos, se destacam e tornam seus nomes conhecidos dentro dos meios em que estão inseridos.

E quando falamos da Irmandade não é diferente. Em sua esplendorosa e rica árvore de acácia onde temos diversos galhos, flores e frutos que se interligam pelo frondoso caule dos ideais Maçônicos, alguns de nossos Irmãos não só aquecem nossos corações com sua presença e compartilhamento de vivências ou experiências, como também acabam se destacando por suas habilidades.

Sendo assim, não poderíamos deixar de falar deste que é um dos célebres Irmãos que deixou sua marca no campo da música, da escrita ou na cultura como um todo: José Rodrigues Trindade, mais conhecido como Zé Rodrix!

Carioca e nascido em 25 de novembro de 1947, sua participação na música teve início ainda jovem durante o ensino médio (ou “segundo grau”) ao participar de um grupo musical com seus companheiros da época.

Ao decidir que deveria investir na carreira artística após participar do Festival Record de música, foi estudar no Conservatório Brasileiro de Música, onde se tornou um multi-instrumentista. Lá aprendeu a tocar piano, violão, acordeom, flauta, bateria, saxofone e trompete.

E isso fez com que ele participasse, em 1970, de um dos grupos musicais que acompanhariam o cantor Milton Nascimento durante seus shows: a banda Som Imaginário, mas que só durou um ano da vida de Rodrix, que acabou se desligando no ano seguinte e dando continuidade à sua carreira voltada para a música.

No decorrer da década de 70 e desenvolvimento da década de 80, tivemos a participação ativa de Zé Rodrix em diversos outros projetos relacionados com produções musicais, e isso fez com que seu nome fosse marcado na lenda da indústria fonográfica, ainda mais quando falamos do “Rock Rural”, que foi uma de suas marcas.

Mas uma das obras mais revolucionárias de José Rodrigues Trindade começou a ser publicada no início da década de 2000. Após revelar que seu coração estava (e ainda está) presente na Maçonaria, Zé Rodrix desenvolveu essa que seria uma das mais fantásticas e bem elaboradas fantasias relacionadas com conceitos Maçônicos que se tem notícia no Brasil: A Trilogia do Templo.

Composta pelos livros:

  • Johaben: Diário de um Construtor do Templo

  • Zorobabel: Reconstruindo o Templo

  • Esquin de Floyrac: O Fim do Templo

Em uma mistura equilibrada de realidade e ficção, tivemos a construção de um enredo que envolve seu leitor do começo ao fim, edificando um conceito que até então ainda não havia sido explorado com tamanha sutileza e riqueza de fatos em terras brasileiras: a literatura fictícia e monumental da Irmandade.

Sendo uma pessoa notável e de feitos que edificaram os conceitos Maçônicos no Brasil, Zé Rodrix nos deixou em 22 de maio de 2009, aos 61 anos, e demonstrando que a cultura, a sociedade e a Maçonaria andam lado a lado, se transformando em uma tríade que orna, de maneira concreta, os laços que estabelecemos com GADU.