O Simbolismo Maçônico da Cidade de Goiânia

Acredita-se que a planta urbanística da cidade contenha um símbolo Maçônico

Publicada por Gosp

Publicada em 16/07/2021

Capital do estado de Goiás, Goiânia foi construída durante os anos 1930, aspecto que pode ser percebido pela forte influência do movimento Art Déco em seus edifícios. Localizada no centro da chamada RMG (Região Metropolitana de Goiânia), a cidade ocupa um lugar estratégico no Centro-Oeste, favorável ao desenvolvimento de diversas áreas como: indústria, medicina, moda e agricultura. Conhecido também como “Capital Verde”, o município de Goiânia possui um dos melhores índices de qualidade de vida do Brasil, sendo a segunda cidade mais populosa do país, ficando atrás apenas de Brasília.

Agora que temos esse conhecimento sobre a agradável cidade de Goiânia, vamos nos aprofundar um pouco em sua arquitetura, mais precisamente em sua planta urbanística, onde se acredita ter uma referência subliminar a um símbolo maçônico.

Desenhada por Attilio Corrêa Lima, renomado arquiteto-urbanista formado pela Escola Belas Artes do Rio de Janeiro e pelo Instituto de Urbanismo da Universidade de Paris (IUUP), e desenvolvida pela empresa Coimbra Bueno & Cia, a concepção da planta da cidade de Goiânia, quando vista de cima, delineia um símbolo que para muitos remete à Ordem: o compasso e o esquadro.

Observando a imagem, é possível perceber que a figura do compasso é formada pelas avenidas Goiás, Tocantins e Araguaia que convergem para a praça do governo e quando se encontram são interceptadas pela Avenida Paranaíba, a composição final é remanescente a maneira em que o compasso e o esquadro são dispostos na Maçonaria.

Algo que corrobora com a crença de que esta poderia ser uma homenagem à Ordem, vem da informação de que Pedro Ludovico Teixeira era o interventor federal do Estado na época da construção da cidade e, segundo registros, ele também era um Maçom de grau 33º, tendo sido iniciado na Loja Luz e Caridade de Uberlândia em Minas Gerais. Outro aspecto intrigante é que Ludovico lançou a pedra fundamental de Goiânia no dia 24 de outubro de 1933, data que foi escolhida para homenagear os três anos da revolução de 1930. 

O que se destaca nesse último dado é a numerologia: 1933; 3 anos de revolução; 1930; por acaso - ou não - o número 3 possui grande significado no mundo maçônico, referindo-se aos pilares de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, assim como o nível máximo de sabedoria e iluminação intelectual que um membro da Maçonaria pode alcançar, ou seja, o grau 33º. É possível alegar que tudo isso não passou de uma coincidência, mas devemos considerar que Pedro Ludovico era um Irmão Maçom ocupando o grau máximo na Ordem, o que torna a possibilidade de a escolha dos anos e do formato da planta terem sido propositais.

Além da planta urbanística, existem edifícios na cidade que aludem a simbologias Maçônicas, como: o Teatro de Goiânia, que visto de cima possui o formato da Arca da Aliança, símbolo presente em Templos Maçônicos; O monumento Três Raças, que apresenta novamente  o notório número 3 em sua composição e ilustra três homens erguendo juntos um pilar; e por fim o museu Zoroastro Artiaga que, possui um formato similar a um zigurate, - templo religioso triangular, construído na forma de pirâmides terraplanadas, comum na época dos sumérios, babilônicos e assírios- diversas Lojas Maçônicas apresentam as mesmas características arquitetônicas.

Embora não existam documentos oficiais atestando que a planta urbanística de Goiânia, assim como seus edifícios, foi realmente projetada de forma a homenagear a Ordem, não podemos também descartar a possibilidade de que tenha sido. Como as informações supracitadas mostraram, essa crença pode ser mais que mera coincidência, sabemos que, desde o início de nossas práticas, ilustres Maçons encontraram maneiras de deixar a lembrança da presença da Maçonaria pelo mundo, por isso, não é improvável dizer que o mesmo tenha sido efetuado pelos Irmãos goianos que nos antecederam.