A Lenda do Tesouro Perdido

Essa superprodução dos estúdios Walt Disney Pictures brinca com o imaginário coletivo dos telespectadores, levantando questões diversas enquanto abrange história e alusões à Ordem.

Publicada por Gosp

Publicada em 16/06/2021

Antonio Carlos Pereira Gomes - 33º

Secretário Adjunto de Comunicação do Gosp

Autor do livro: MAÇONARIA NO CINEMA

Esse é daqueles filmes que mexem com o imaginário coletivo, a exemplo do “Código Da Vinci” lançado em livro e no Cinema.

Filmes sobre teorias da conspiração são sempre intrigantes porque desafiam os espectadores a pensar criativamente e resolver pistas. Portanto, não é de se admirar que “A Lenda do Tesouro Perdido” (National Treasure) tenha feito tanto sucesso quando estreou em 19 de novembro de 2004.

Até hoje é um dos filmes que mais me perguntam se os fatos são verdadeiros. Listas surgem a todo momento, cada uma tentando desvendar e revelar algum ponto do enredo.

 

O filme conta a história de Benjamin Gates, personagem de Nicolas Cage, que tentar roubar a Declaração da Independência dos Estados Unidos, para que os bandidos não a decifrem primeiro.

O enredo parte da premissa de que há um mapa secreto, no verso do documento e que ele levará a um tesouro templário secreto escondido, protegido pelo Maçons. Repleto de simbolismo a serem interpretados, cada descoberta leva a um local conhecido da terra do Tio Sam.

 

Afinal existe um tesouro perdido dos Cavaleiros Templários? Pode ser. Há rumores de que desapareceram 18 navios templários e que continham uma enorme riqueza.

Mas é só isso: um boato ou um fato. Talvez um dia apareça e finalmente recuperemos a perdida Biblioteca de Alexandria. Imaginem todo esse conhecimento nos dias de hoje!

 

O início do filme tem a descoberta por Ben Gates do navio Charlotte, ponto de partida para toda a trama. Mas o referido navio realmente existiu? Sim! O navio britânico foi perdido na costa de Newfoundland em novembro de 1818 e nunca foi encontrado. No filme, o Charlotte foi descoberto enterrado sob o gelo no Círculo Polar Ártico, que abrange partes da Terra Nova. Tecnicamente, poderia estar lá na vida real, mas não estou me oferecendo para a pesquisa.

 

Para torná-lo um filme de ação, eles tiveram que apimentar um pouco as coisas, mas seu objetivo permaneceu o mesmo: atrair o interesse das pessoas pelo passado.

No filme, custou a Cage $ 35 dólares para comprar uma réplica do documento. A loja de presentes de lá, vende essas coisas, mas hoje em dia o valor é mais baixo, eu comprei por $ 9.95 a réplica da Declaração. Bom negócio.

E no documento original? Existe tal mapa? Não. Não há nenhum mapa no verso da Declaração da Independência. O documento está escrito no verso, mas é

apenas uma informação de rotina: Declaração de Independência original, datada de 4 de julho de 1776. A tinta não é invisível nem contém qualquer código oculto.

 

Embora durante toda a película reforcem a presença dos Maçons na assinatura da Declaração, outras análises mostram que alguns deles eram, como George Washington em particular. Charles Carroll, porém, o último signatário vivo da Declaração da Independência, não era maçom. No filme, ele é o maçom que supostamente detinha a última pista do tesouro. Claro, outros fundadores foram definitivamente maçons: James Monroe, Benjamin Franklin, John Hancock e Paul Revere. Mas dos 56 homens que assinaram o documento, apenas nove deles foram confirmados como membros da Maçonaria. Indo além, apenas 13 dos 39 membros do Congresso Continental original eram maçons.

Mas é claro que sempre surgem atas e documentos mostrando a presença de mais maçons nesse processo todo.

 

Lógico que os americanos, expressaram todo tipo de alegria e descontentamento pela participação da Sublime Ordem no processo de Independência. Mas isso me parece normal.

A Lenda do Tesouro Perdido é um filme bem divertido, com ação adequada para o enredo. Uma história caça pistas, onde tudo, por alguns momentos irá parecer verdadeiro e em outros uma completa ficção, deixando em dúvidas quem assiste, até mesmo um bom Maçom.

Para você amante do Cinema, um FILME OBRIGATÓRIO , “A Lenda do Tesouro Perdido”.